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Piratinha!!

Maria começou a fazer terapia ocupacional para estimular a visão do olhinho direito. O resultado do primeiro dia foi muito interessante e promissor! Para estimular o olho com a lesão é preciso tapar o olho bom e fazer exercícios estimulados pela terapeuta. E a nossa Maricota se saiu muito bem. A piratinha ficou um pouco incomodada no início, mas depois foi se acostumando e brincando normalmente. O objetivo é estimular a visão parcial que tem no olho direito. Se não for estimulado, deixa de mandar informação para o cérebro e deixa de funcionar.

Piratinha!!

Piratinha!!

No feriado da semana santa fomos até Brasília visitar a Bisa Deja, que ainda não conhecia a Maricota. Foi uma festa e uma felicidade para a Bisa!! Estavam todos os bisnetos. Ficamos hospedados na casa do Tio Mi , Tia Fabíola e do primo Felipinho, que para a Maria era Felipão . Os dias estavam lindos e ainda aproveitamos para fazer um tour pela Capital da República: Museu JK, Catedral, Palácio do Planalto, Congresso, etc.. Foi muito divertido!!

Bisa Deja

Maria apareceu no site do GRAACC. Vale conferir e quem puder, vale ajudar!

https://www.graacc.org.br/acontece-no-graacc/campanhas/preocupação-de-criança-é-ser-criança.aspx

Maria apareceu no site do GRAACC

Maria apareceu no site do GRAACC

 

E hoje dia 01/05/12 a Maria está fazendo 1 ano e 11 meses. Fala muiiiito! E é das levadas!

André

No dia 09/03/11, lancei um post sobre o carnaval (http://wp.me/p1fiy8-7P) que chamei de Bloco da Varanda. Naquele momento, Maria estava em pleno tratamento de quimioterapia e fizemos o nosso carnaval na Varanda de casa. Tínhamos que ter todo o cuidado. Uma gripezinha já impediria de seguir com o tratamento. Ficamos em casa no Carnaval, focados no tratamento da Maria.

Quase um ano se passou e agora a história foi diferente. Na sexta-feira de carnaval um susto, muita tosse e febre de madrugada. Virose pintando. Para garantir, visitamos o Dr. Aloisio para poder encarar o carnaval com tranquilidade.

Na varanda para foto

Dormiu no Simpatia Quase Amor

Alguns remédios para tomar, bastante líquido e repouso relativo. E dentro desse repouso relativo, curtimos bastante o Carnaval com a Maria. Teve piscina num dia com a Tia Ana Paula e Tio Rafa, no outro dia com Tio Helio e Tia Tania. Rapidinho para aliviar o calor sem exagerar.  Deu a sua passadinha nos blocos Suvaco do Cristo, Azeitona sem caroço, Simpatia Quase Amor (foto ao lado dormindo no cangote no meio do bloco), Último Gole e finalizou no Baile do Piraquê! E foram passadinhas mesmo.

Os dias estiveram maravilhosos no Rio. Muito sol, muita festa e muita alegria!!

Nossa foliã brincou e se divertiu bastante! Está muito feliz. Dessa vez a varanda ficou apenas para tirar as fotos com a fantasia da Branca de Neve.

Na próxima segunda-feira (27/02), Maria fará uma ressonância da face de praxe e nesse mesmo dia começa na escolinha. Será um dia muito especial para nós todos.

André

É um fato: a vida está cada vez mais complexa, das coisas mais simples, como fazer compras em um supermercado, até as mais densas, como educar uma criança. São tantas opções, tanto acesso, tantos detalhes e opiniões. Não existe mais silencio ou ausência. Existe uma atividade onipresente que nos empurra para frente, nos cutuca.  Você pode até tentar ficar parado desde que seja na velocidade do planeta, e o planeta rodopia, meus amigos! A gente contribuiu para esse contexto. Somos cada vez mais inquietos, insatisfeitos, obcecados. Criamos regras e etiquetas, pompa, hierarquia, classificações. Precisamos emoldurar tudo e todos para que a vida faça sentido dentro do que nos agrada. Grande ironia. O feitiço vem virando contra o feiticeiro e estamos pagando já no curto-prazo o preço por esse frenesi.

Essa vida, a vida complexa, é ficção cientifica. Me explico melhor: acho mesmo que agregamos complexidade pois não temos um real problema. Temos tempo de sobra para elucubrar, digerir e repassar um montão de assuntos, rotinas, regras etc, afinal de contas o tempo tem que ser preenchido, para nos sentirmos ocupados e, consequentemente, importantes.

Quando um sufoco se apresenta, quando a vida real te convoca, a primeira coisa que fica evidente é a sua simplicidade. Problema grande é problema simples. Eu não disse fácil, eu disse simples. Problema complexo é uma invenção humana. Diante de um chamado, como o da Maria, você tem que agir, geralmente não tem mais do que alguns pouquíssimos médicos especializados, o protocolo de tratamento é universal e raros são os centros de excelência. Você faz menos escolhas do que quando está diante da gôndola de sabão em pó no supermercado! Escolher, minha gente, é um grande luxo da vida, uma grande permissão para brincar, se divertir, preencher o tempo. Quando o problema é real, você tem pouco desse luxo. Você geralmente tem pouco tempo, poucas alternativas e muito risco, o que torna mais necessária a eficácia do que a eficiência. A singularidade das escolhas reverbera e faz com que tudo ao redor se torne mais simples também, ou pelo menos, você fica mais sensível a isso. Daí o meu aprendizado. Vou dar um exemplo.

De tudo que vivi nessa jornada, um dia, em especial, me marcou muito pela sua simplicidade e grande importância. Era domingo, dia 12/12/2010, véspera do dia de Santa Luzia. Fazia um dia lindo, um calorão, e fomos, com nossa família, à Igreja de Santa Luzia, no centro. Foi antes da sua reforma e a fachada estava bem chumbada. A Igreja, embora seja tombada e histórica, demonstrava uma fragilidade evidente. Eu ainda estava zonza, tentando digerir o diagnóstico da Maria, então tenho recordações meio esfumadas, turvas, tipo aquelas cenas de filmes onde não se sabe bem se é sonho ou realidade.

Lembro-me de entrar na igreja e constatar que por dentro era tudo ainda mais singelo. Quase não tinham bancos, os poucos que tinham estavam no altar, e estavam vazios. Era véspera da festa e, portanto, não era um dia de muita visita. Próximo a porta, pacientemente e de pé, tinha um homem, nem jovem nem velho, usava óculos escuros, tinha algo em suas vistas, mas não aparentava ser cego. Sem dizer uma única palavra, nos entregou santinhos de Santa Luzia. Claramente estava ali em agradecimento a uma graça alcançada. Era de emocionar a sua humildade diante do altar. Era de encantar a sua simplicidade. A sutileza do seu gesto em contraponto a grandiosidade de sua FÉ.

Igreja de Santa Luzia hoje - Complexo...

Eu lembro de me dar conta de que estava usando bermuda e uma sandália rasteirinha e me questionar se estava a altura daquela cerimônia. Peguei a primeira roupa que veio na frente. A mais simples, a mais confortável. Olhava pra mim e ao mesmo tempo para as paredes, objetos, iluminação. Percebi que era de fácil acesso a sacristia e não me lembro ao certo se fui eu mesma ou a minha mãe quem pediu para falar com o padre. Queríamos uma benção para a Maria, precisávamos de uma palavra de esperança. Foi simples conseguir isso. Em um instantinho estávamos lá dentro. Móveis antigos, madeira escura, mas poucos objetos. Lá no fundo o padre, pequenino, barba por fazer, nada em linha com o estereotipo, mas simplesmente encantador. Logo nos acolheu. Em lágrimas contei o que estava acontecendo e pedi sua ajuda. Ele disse as coisas certas, na hora certa e nos agraciou com uma benção regada à água benta. Lavamos a alma e renovamos a nossa confiança de que tudo terminaria bem.

O padre se dirige para o altar, nos vamos atrás dele. Cada um de nós pega um lugar para assistir a missa. Diferentemente de todas as missas que já assisti, nessa o padre não tinha ajudantes, não tinha carolas a lhe bajular, não tinha coro, não tinha sequer alguém para recolher as oferendas. Ele fazia tudo sozinho. Ele conduzia a missa e ele mesmo cantava! E fazia com um gosto, com uma felicidade, com uma generosidade, embora fosse um tanto quanto desafinado :). Chegava a ser cômico, mesmo nesse nosso contexto meio trágico, pois era tudo tão simples, tão improvisado, que nos sentíamos meio em casa. Essa simplicidade na forma de celebrar a missa e na indumentária dava lugar, dava devido espaço, ao que mais interessava: a renovação da FÉ, sem penduricalhos, sem purpurina, sem distrações. A mais pura e mais simples FÉ, simples, simples e simples assim. A FÉ é eficaz. Ela simplifica a jornada, torna mais leve, mais certeira.

A vida real é simples. Sem rodeios, sem prefacio. Enquanto o dia a dia for complexo e enrolado, é porque você optou por isso. É uma escolha sua, um valor seu, um luxo que você sustenta. Seja lá pelo motivo que for. Simplifique para não ser simplificado. Que seja você o agente de mudança e não o destino, o acaso. A dor te obriga a simplificar, mas você não precisa chegar nela para optar por esse caminho!

Que a SIMPLICIDADE de Jesus esteja entre nós! Gratos por tudo!

Um ótimo fim de carnaval para todos. Depois postamos notícias e fotos das nossas folionas!

Esse intervalo sem escrever foi exatamente uma ponte entre a fase mais dificil de nossas vidas e uma nova fase que se abre. E assim, como recheio de bolo, demos uma passadinha na Disney. É isso mesmo, muito simbólico: em 2011 na gelada Cleveland em um polo hospitalar e em 2012 na ensolarada Orlando em um complexo de sonho e diversão. Ufa! Foi bom demais. A Maria e a Lulu curtiram feito gente grande e eu e o Andre feito crianças. Nos acabamos!

Tive 1 semana para arrumar as coisas e organizar a logística das meninas antes de voltar ao trabalho. Recomecei lá na Coca na segunda-feira. Vou fazer exatamente aquilo que precisei largar as pressas tão logo obtive o diagnóstico da Maricota. Tinha acabado de mudar de área, estava muito empolgada quando de repente tudo mudou. Neste processo dolorido, a Coca-Cola foi, sem dúvida, um dos meus grandes alicerces. Recebi um grande apoio do meu chefe, das pessoas de RH, da minha equipe e, graças a isso, pude focar a minha atenção na Maria. Tiveram um baita cuidado comigo e além de tudo, foi possivel o meu retorno para a vaga que era minha até então. Tudo perfeito. A Coca passou por uma prova de fogo ao meu lado e se mostrou uma empresa integra e humana. O que vem por aí ainda não sei, mas percebo que há uma enorne boa vontade de todos nós!

Dando continuidade aos aprendizados que rascunhei ao longo dessa jornada, gostaria hj de falar e de me ouvir (pois não quero nunca me esquecer do que passei) sobre o segundo deles que fala sobre a libertação por trás de um diagnóstico tão barra pesada quanto o do Retinoblastoma.

#2 UMA LIBERTAÇÃO:

Era com espanto que muita gente reagia ao meu comentário sobre o sentimento de libertação que tive na ocasião do diagnóstico da Maria. Não era ignorância da minha parte não, pois convivi muito de perto com pessoas que passaram pelo tratamento de câncer e sabia muito bem o que me aguardava. Sabia de toda reclusão, sabia que teria que seguir um protocolo, sabia que iria conviver com situações difíceis, sabia que ia ser puxado. Mas mesmo sabendo de tudo isso, ainda assim, me sentia livre. Vou me explicar melhor. Desde pequena sou uma pessoa tensa. Fui educada para ser precavida e para me virar em situações de risco. Mesmo sendo uma menina hiper-ativa e feliz, carregava comigo uma responsabilidade de me livrar de toda e qualquer emboscada. Por conta disso, sempre soube onde ficava a saída de incêndio, onde estava a correnteza do mar e tinha redemoinho, sabia que não deveria pegar carona com estranhos, que não podia aceitar bebida, que não deveria dar mole no ponto de ônibus pois seria assaltada. Desenvolvi uma capacidade de fazer um rápido diagnóstico de risco em toda e qualquer empreitada. Digamos que o Andre é um sobrevivente 🙂

Com o nascimento do meu irmão, a coisa ficou ainda mais complicada. Me sentia responsável por ele e queria protegê-lo. Ele, para o meu desespero, veio com um alto índice de acidentes. Basta dizer que aos 4 anos não tinha os 3 dentes da frente, pois perdeu em tombos. Só de ouvir um choro de criança eu desandava a correr pelo condominio atrás do meu irmão, que possivelmente estava machucado. Abriu o queixo, quebrou a clavícula, caiu de moto, enfim. Haja coração! Quando se tornou adolescente lembro-me de dormir muito mal esperando a porta bater e ter certeza de que ele estava bem e em casa! Ao me tornar mãe, entrei em pânico. Em um primeiro momento me julgava incapaz de cuidar daquela bebezinha lindinha. Com um tempo aprendi toda a dinâmica de ser mãe, mas acabava por sobrecarregar a Luiza de cuidados e proteção. Não podia nem imaginar ela passar por 1/10 dos sustos que meu irmão me pregou!

A verdade é que de um jeito ou de outro sempre esperei pelo pior. Sempre tive medo de ter medo e, por tanto temer, me sentia prisioneira. Prisioneira do meu receio. E prisioneira da minha arrogância de achar que poderia controlar tudo que me cerca e de levar ao mínimo as chances de passar por um grave problema. De repente eis que a natureza age. Eis que por um acaso qualquer, por um capricho divino, por uma lei divina, sou surpreendida com o diagnóstico da Maria. O meu primeiro pensamento foi: opa, chegou a hora de encarar o que sempre temi. O meu segundo pensamento foi: quando se está diante de um problema, não tem jeito, você tem que encarar, então, porque sofrer por antecipação? Por de trás destes pensamentos veio uma incrível sensação de leveza e paz. Aqui fica uma das principais reflexões que fiz. Não significa que eu hoje seja destemida. Não, muito pelo contrário, mas sei quando estou passando do ponto, exagerando na dose. Hoje sei que dentro de mim mora uma força capaz de tudo, quando esse “tudo” se apresentar.

Uma semana abençoada para todos.

Vivi

De tempo em tempos é assim. Temos as consultas e exames de controle da Maricota. É um encontro prioritariamente com a nossa fragilidade. Uns dias antes, uma certa aura de preocupação invade a nossa rotina. Além de toda parafernália logística, afinal, vamos sempre a SP, temos um reencontro com momentos muito difíceis vividos nessa intrigante jornada. É um evento interno e intimo. Talvez não seja percebido por quem está de fora, ou talvez seja, sei lá. O fato é que a dinâmica muda o tom. O André não pode ir dessa vez e fui com a Sandra, minha sogra-parceirona. Correu tudo bem. Está tudo ótimo com a Maria, graças a Deus, mas sempre vemos coisas muito tristes e muito sérias. É um soco no estômago e fica difícil ver tanta gente sem-noção que há por aí. Não dá para virar uma catequizadora, pois o mais importante disso tudo, não pode ser dito, tem que ser vivido. As palavras não podem descrever tal sentimento. Não dá para virar um anjo, uma santa, pois somos de carne e osso e sabemos que somos também fracos e erramos muitas vezes. Não dá para desprezar, pois temos a missão de contagiar positivamente quem nos cerca. Não dá para esquecer, pois é parte da nossa alma. Não dá para ignorar. Não dá para exagerar. Não dá para minimizar. Não dá para rejeitar. Não dá para não dar. Busco um caminho para tentar dividir tal experiência. Acho que o blog faz um pouco isso, mas também é um lugar de onde recebemos a energia das pessoas, talvez recebamos mais do que damos. Não sei ao certo.

Rascunhei desde o primeiro momento do diagnóstico algo que chamei de Aprendizados, depois chamei de Lições e hoje defino como simples Reflexões de uma mãe que encarou com muita Fé e Amor essa missão que a Maricota generosamente nos presenteou. São anotações espontâneas que pude classificar pelas etapas que vivemos. Tem assuntos ligados ao diagnóstico, ao tratamento na fase inicial, ao tratamento em sua fase intermediária, final e agora o pós tratamento. Pensei em dividir com vocês estes rascunh0s e, quem sabe assim, inspirar um pouco todos e transformar sentimentos. Se for legal para uma pessoa apenas, já valeu para mim. Aos poucos vou compartilhando. Hoje vou começar pelo começo. Pela primeira reflexão que fiz.

#1 O DESPERTAR:

Existe um ditado popular que fala que quando uma pessoa não tem problema, e vive criando problema, a solução é colocar um bode na sala. Se não me engano, é uma metáfora, que lança mão do fato de alguém sempre reclamar que sua sala é pequena, que tem pouco espaço, que não cabe nada. Daí coloca o bode por 1 semana na sala e depois tira e, ao tirar, percebe que sua sala é muito espaçosa! Muda o parâmetro, muda o enquadramento. Na vida é exatamente assim. Para darmos valor ao que temos, muitas vezes precisamos encarar um bode na sala. Quando tudo vai muito bem, vemos problemas onde, definitivamente, não existem. No fundo inventamos problemas e achamos divertido.  Lembro perfeitamente do dia que caminhava com a minha mãe na direção do meu terapeuta. Ia falar pela primeira vez sobre diagnóstico com ele. Estava explodindo de dor de cabeça, pois fiquei 3 noites em claro. Lembro que era uma tarde muito linda e que as pessoas passavam por mim em câmera lenta e em mute. Como se o caminho fosse meu e só meu. Lembro de olhar para alguns rostos e pensar: “como esse senhor deve estar se sentindo hj? será que aquela moça teve o que comer? há quanto tempo essas pessoas estão esperando pelo ônibus? será que está muito pesada a caixa que aquele jovem descarrega no supermercado?” Eu percebi que naquele momento havia um despertar. Era um despertar para a vida. A vida que chamados de vida, tipo “a vida anda muito corrida, tenho que dar conta da vida, ou é a vida” não é exatamente a esfera que devería-se viver. Gastamos muita energia com coisas e pessoas de pouca importância, ao passo que poderíamos ajudar mais quem precisa, simplesmente por termos empatia pelo que passam. Necessitei passar por um solavanco para me dar conta disso. Para olhar mais ao meu redor e, por fim, valorizar tudo que tinha, tenho e, se Deus quiser, terei. Sempre tive, e ainda tenho, uma vida boa pra caramba. Meu Deus obrigada! Temos tudo que precisamos. As vezes, por mais que tentemos, acabamos reclamando do dia a dia, do transito etc, tudo bem, faz parte, somos humanos, mas é importante se educar para o inverso. Ser grato pelos nossos merecimentos é um sentimento de despertar. Ache espaço para agradecer tudo que tem hoje e evite dar de cara com um bodezinho hospedado na sua sala 🙂

Obrigada a todos pela corrente que nos protege. Continuem ao nosso redor, pois sempre é bom ter quem nos ama por perto. Que Deus ilumine a todos e que Nossa Senhora e Santa Luzia estejam aqui em nossa casa trazendo paz e esperanças.

Um beijo carinhoso, Vivi

SEJA UM DOADOR DE MEDULA: http://www.hemorio.rj.gov.br/Html/Doacao_medula_ossea.htm

Ai que saudade do blog! Acontece que a correria do fim de ano foi tamanha que o tempo nos atropelou. Foram tantos acontecimentos gostosos que optamos por curti-los e só agora falarmos sobre eles. É uma época mágica pois temos férias escolares, natal, reveillon e meu aniversário. Diversão non-stop! Digamos que é um triatlon, afinal é uma comemoração emendando na outra e haja disposição, estomago e logística!

Ho-Ho-Ho Maria!

O Natal foi aqui em casa. Bem diferente do ano passado que estávamos em um quarto de hotel da Cleveland Clinic. Lá a ceia foi deliciosamente simples, se comparada com esse ano que tinha comida para toda a brigada de incêndio do Rio de Janeiro! O Papai Noel deixou os presentes, mas não apareceu, “pois a nevasca o atrapalhou de parar o trenó na nossa janela”, ao passo que neste ano o bom velhinho veio em carne e osso ao nosso apartamento: distribuiu presentes e disse coisas muito lindas sobre o amor. Ano passado éramos nós 5: eu, André, a Lu (minha cunhada), a Lulu e a Maricota, já desta vez éramos muitos, pois estávamos com a família completa. Muitas coisas diferentes, mas o Natal foi igualzinho em um ponto fundamental: a nossa FÉ. Assim com em Cleveland a Lu puxou uma oração de arrepiar. Disse coisas muito lindas e estreitou ainda mais a união da nossa família. Foi muito emocionante e simbolizou o que há de mais atemporal sobre o Natal: uma renovação de FÉ inspirada pelo espírito mais evoluído que já passou por esse planeta: Jesus. Uma grande conclusão desta experiência é: o Natal mora dentro da gente. Não importa onde esteja, com quem esteja, celebre o Natal que há em você. Foi bom demais estar em casa, mas foi bom demais estar em Cleveland também!

"Feliz ano novo, adeus ano velho que tudo se realize no ano que vai nasce..."

Quando estávamos quase queimando as calorias extras da rabanada, eis que chega a noite no Reveillon. Esse foi prá lá de especial. Não só porque não estamos em um centro cirúrgico como no ano passado, mas principalmente pelo extremo oposto: estávamos em Itacoatiara (desculpem cariocas, mas a praia mais linda do Rio fica em Niterói!!!) passando a virada com as minhas irmãs, amigas queridíssimas da minha mais do que maravilhosa infância. Putz! Foi gostoso pra caramba. Elas são um exemplo de como levar a vida de forma simples, descontraída, divertida e jovem. E como são jovens! Zero stress, zero etiqueta, zero preconceito, zero chatice. Uma festa feita a 200 mãos, caprichadíssima e muito autentica. Adorei. Isso é muito bom! E cada vez mais raro. Amigas queridas: muito obrigada pela festança! Sei que ia ser maravilhoso, mas ví que vocês fizeram tudo ainda melhor por nossa causa. Vi isso nos olhinhos de cada uma e serei sempre grata por tanto amor, tá?!

Depois que as taças de prosceco iam ficando cada vez mais na memória, bingo, chega o dia do meu aniversário. Ok, garçom, pode servir mais prosceco, dessa vez rose, com direito a almoço entre minhas amigas-comadres muito amadas Bel, Lu, Lulu, Carlinha, Tete e Pri. Tarde divina começando pelas comidinhas da CT Boucherie e terminando nos atelies da rua Dias Ferreira. “Ah, se o dia é meu, vou me dar um presentinho”, e assim foi! A noite pizza na Mamma Jamma com a família Gonçalves-Calaça. Divertido e saboroso! Maridão comprou o rocambole de morango do Chez Anne, que eu adoro, e cantamos parabéns animadíssimos! Ganhei flores ao acordar, tive um café da manhã cheio de carinho e o meu telefone, modestamente, não parou!!! Esse é o melhor de todos os presentes! Obrigada amigos pela atenção comigo. Agradeço tanto a Deus por esse apoio que recebo…É tudo de bom!

Agora, é descansar um pouquinho. Essa noite foi de bombardeio aqui em casa: Lulu com febre, Maria gripadona e eu com garganta inflamada. Sinais de um certo excesso de festejos. Se esse é o preço que tem que se pagar para curtir a vida, tá justo! Nada que uma boa dose de vitamina C, boa alimentação e descanso não cure!

Desejamos para todos os nossos amigos e familiares um 2012 de diversão e descanso, afinal essa dobradinha é o segredo para ser feliz! Obrigada minha Nossa Senhora, Santa Luzia e Jesus pelo amor que se renova todos os dias no meu lar. Obrigada pela saúde da nossa família e dos amigos. Obrigada por tudo.

Viviane

Hoje é dia de Santa Luzia (13 de dezembro), protetora dos olhos. Dia de mais uma vez agradecer! Obrigado em especial por proteger os olhinhos de nossa Maricota! Amém!

Santa Luzia

Oração à Santa Luzia

Ó Santa Luzia preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e conspurcar vossa alma;e Deus com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos, eu recorro à vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença de meus olhos.
Ó Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação, o brilho do sol, o colorido das flores, o sorriso das crianças.
Conservai também os olhos de minha alma, a fé, pela qual eu posso conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós, Santa Luzia, vos encontrais, em companhia dos Anjos e Santos.

Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé.
Amém