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“Esta vendo essa sombrinha aqui no ultrasom?” perguntou a oftalmo da Maria. “Estou” respondi eu. “Não era para estar aqui. Essa superfície deveria estar lisa”. Este pequeno diálogo escondia um penhasco que se apresentaria a seguir. Como tão poucas palavras podem significar tantas mudanças na vida de uma mãe, de um pai, de toda uma família. Assim, como num passe de mágica, no dia 6 de Dezembro de 2010, tomamos uma estrada cujo destino e jornada jamais haviam sido pensados.

Tentei falar o dia inteiro com o Andre, mas, infelizmente, por um daqueles desencontros, só consegui contato no final do dia. Liguei para minha mãe que me acompanhou no diagnóstico formal, dado por uma médica muito fera do IBOL. Só caiu a ficha quando a médica delicadamente me deu um papelzinho com o nome e telefone do médico especialista, com uma pequena, mas assustadora anotação: INCA. Lembro de ficar alguns segundos, que mais pareceram horas, olhando para a Baia de Guanabara bem ali na frente. Não queria fazer nenhum movimento. Queria parar o tempo, queria voltar no tempo. Queria sumir.

A médica me deu o seguinte conselho: “Mantenha o astral alto pois a Maria percebe tudo. Se sentir a sua tristeza, vai ficar triste. Se sentir a sua insegurança, vai ficar insegura. A casa tem que estar leve, alegre, mesmo que isto seja dificílimo.” Voltei para casa tentando digerir tudo isso e buscando a melhor forma de falar com o Andre. Difícil. Meus pais vieram para cá e, junto comigo, o aguardaram chegar. Apesar de pensar em mil formas de falar com o Andre, optei pela que melhor combina comigo: honesta, direta e verdadeira. Ele custou a acreditar. Ficou parado, abobado, tentando esmiuçar o que não se sabia nada, até então. Daqui a pouco procura o André de cá, procura de lá e fui achá-lo sentado no banheiro chorando. Sentei com ele, o abracei e disse que tinha certeza de que ficaria tudo bem. Disse que juntos passaríamos por isso tudo. Chorar no banheiro se tornou a nossa única alternativa de desabafo. Quantos e quantos banhos foram assim. Não queríamos que a Maria e, principalmente, a Lulu, que já compreendia muitas coisas, percebessem o tanto de tristeza e medo que sentíamos. Enxugamos as lagrimas e fomos lanchar. Minha mãe havia posto uma linda mesa com pães, frios etc e meu pai abriu uma garrafa de vinho. Jamais esquecerei deste momento. “Astral lá em cima, lembra?” Disse a minha mãe observando meu pai servir as taças. “Lembro” disse eu, bebendo o vinho mais amargo de todos que já provei, mas o de maior significado também. Aquela noite pautou quase todas as outras. O astral se manteve nas alturas em nosso lar, assim como ficará para o resto de nossas vidas!

Ibirapuera - SP - Dezembro/11

“A Maria está indo muito bem” disse o Dr. Luiz no exame de fundo de olho de ontem no GRAACC. “Vou até espaçar mais o exame. Ela está ótima!” Impossível descrever o sentimento que tive. Talvez fosse um misto de ganhar as olimpíadas da escola + dar de cara com o papai noel + beber uma Coca-Cola estupidamente gelada + dormir tarde, pois se está de férias + mergulhar no mar de Fernando de Noronha + fazer uma massagem de 2 horas + andar de bicicleta na lagoa + ajudar uma velhinha a atravessar a rua + aprender finalmente uma formula cabeluda de matemática + ir ao cinema + pular de asa delta (ok, neste caso, não faço a menor idéia de como seja!) +++++++ muitas outras coisas bacanas da vida. Se juntar tudo isso talvez não chegue nem perto do que senti. Fisicamente é como uma gargalhada dada pelo estômago. É uma borbulha que faz cosquinha na alma! Uma coisa de louco. Esse exame era muito importante pra gente. Muito simbólico também. Cada vez mais o pior fica pra trás e acumulamos os benefícios desta honrosa, engrandecedora experiência que passamos. Somos diferentes, é indiscutível. Aquela Viviane, se foi. É lógico que a sua essência é a mesma, mas agora com um novo formato. Ainda tenho os mesmo defeitos de

Família no Ibirapuera

sempre, mas estou atenta e já não mais dedico meu precioso tempo a perder com eles! A vida se faz necessária hoje, agora. Não dá pra se distrair com seus defeitos. Eles são o atalho errado da rodovia, cujo retorno, só daqui a muitos quilómetros.

Dessa vez fomos de carro para Sampa e levamos a Lulu e a Inês com a gente. Paramos no Santurario de Nossa Senhora de

Aparecida - SP

Aparecida e, junto com a Vó Sandra, com a Tia Lu e a Dinda Tata, rezamos emocionados em agradecimento por tantas graças ao longo deste ano. Foi muito especial.

Depois desta tarde iluminada, parte da família Calaça retornou para o Rio e nós seguimos para a casa da Dinda. Tivemos um final de semana delicioso. Levamos as meninas ao Ibirapuera no domigo, almoçamos na tratoria Lelis e, no fim do dia, encontramos com um casal de pais, cujo filho passou pelo mesmo que a Maria. Estamos nos organizando para ajudar o Dr. Luiz nesta missão de tratar tantas crianças com o Retinoblastoma. Crianças que, na maioria das vezes, chegam lá com a doença em estágios avançado. As pessoas precisam de ajuda! Poderíamos usar a experiencia que ganhamos em prol de outras famílias que precisam e merecem suporte. De maneira ainda muito embrionaria já está se formando o nosso projeto que tem a ambição de contribuir de maneira significativa na luta contra o câncer infantil. Mesmo ainda não tendo nada muito concreto já estamos aceitando voluntários! :)

Vivi e Maria em Aparecida

O mundo gira. E graças a Deus ele girou pra gente. 365 dias se passaram e parte do nosso diário de bordo é concluída. Pode se dizer que o primeiro capítulo da história da Maria virou a página. Capítulo denso, intenso, mas também divertido, aventureiro, gregário. Fechamos esta etapa com chave de ouro. Agora nova narrativa se abre. Novo compasso, nova dança, nova música, novidades. A nossa batatinha está linda, genial, de tirar o fôlego. Ano que vem já vai para a escola, dará inicio a sua rotina, vida social e dinâmica. Ela, que sempre foi o bom-humor em forma de gente, feliz pra caramba, merece ainda mais curtir essa vida boa que Deus nos deu.

A vocês todos, que nunca nos deixaram sós, que nos emprestaram a sua fé, que torceram para que tudo terminasse bem, que estiveram generosamente lado a lado com cada passo que demos, o nosso MUITO OBRIGADO e a nossa CERTEZA, de que sem essa torcida, não teriamos ido tão longe. Vocês não imaginam a gratidão que temos e o enorme orgulho por termos o privilegio de possuirmos tantos amigos ao nosso redor. Obrigada gente! Hoje vale um brinde pela nossa conquista.

A Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora da Paz e Santa Luzia pelo aconchego materno que tanto nos sustentou. A Jesus e seu bom Pai, Nosso Deus, pelo caminho certeiro que sempre esteve aos nossos pés.

Um beijo em todos, da mãe mais realizada do dia, do ano, desta encarnação!

Vivi

Em agradecimento a Nossa Senhora das Graças por ter nos amparado em um momento tão difícil. Por ter nos encorajado, por ter nos mostrado a dimensão desta missão, mas ter mantido nosso pés no chão. Por termos acolhido com amor tamanha dor. Pela nossa união e de nossas filhas. Pela família que escolhemos fazer parte. Pelo carinho que recebemos dos mais próximos e dos mais distantes. Pelas lágrimas, que ao rolarem, nos fizeram ter serenidade. Pelas noites que dormirmos e assim tivemos a chance de sonhar. Pela humildade que torna a vida mais simples. Pelos médicos que encontramos a nossa espera. Pela clareza de sabermos que ainda estamos longe da perfeição e que nunca a atingiremos. Pela boa-vontade das pessoas. Pelo nosso teto, pelo afeto, pela nossa paz.

Muito obrigada minha mãe querida. Jamais esquecerei dos seus passos atrás de mim pelos corredores da Cleveland Clinic. Quem tem fé sabe do que falo. Hoje apenas quero agradecer e reconhecer a sua ajuda. Dia 27/11 foi seu dia. Estivemos em seu santuário para abraçá-la. Quanta emoção sentimos lá. Continue ao nosso lado hoje e sempre.

Com devoção. Viviane, Andre, Luiza e Maria.

Sinto uma profunda tristeza quando um casal se separa. Não que seja a favor das pessoas viverem juntas quando estão infelizes, dentro de uma “solidão a dois de dia”, como dizia Cazuza, mas é que chegar ao ponto do fim, me dá um nó na garganta. O extremo oposto também é verdadeiro, fico hipnotizada, encantada com o início de um casamento e a formação de uma nova família. Depois de tudo que vivemos neste ano, ficou ainda mais evidente pra mim que a família é tudo, e que ter alguém ao seu lado para celebrar as alegrias e tristezas é um presente divino. Tive o privilégio de presenciar a celebração do casamento de amigos muito queridos neste final de semana. Foi um lindo casamento na praia da ferradura em Búzios. As meninas foram damas, o que fez deste evento ainda mais simbólico pra gente.

Foi a celebração mais linda que já vi. Não pelos adereços, não pelo luxo, muito menos pela tradição. Foi linda por que foi amável. Cada pequeno detalhe deste encontro transpirava e reverberava amor, união, verdade, escolha, personalidade e amor e amor mais uma vez e mais uma vez amor. Coisa mais linda, linda, linda. Fiquei extremamente emocionada, pois há tempos não sentia um ambiente tão verdadeiro e sincronizado. Todos que lá estavam desejavam tudo de melhor para aqueles dois jovens tão especiais e queridos. Uma energia gostosa pairava sob aquele por do sol que abençoou os pombinhos. A trilha sonora dá uma leve idéia do que foi o climão deste encontro: http://letras.terra.com.br/marcelo-jeneci/1545067/#selecoes/1545067/

Família ensolarada :)

A Maria e a Lulu fizeram o seu melhor para compor aquela linda cerimônia. Lulu passou dias e dias me dizendo que estava um pouquinho apreensiva, pois achava que a Maria ia sair correndo na hora de entrar. A Maria está uma espoletinha. É esperta pra caramba e tem uma vontade de viver, experimentar coisas, se divertir, inesgotável. A gente literalmente tem que apertar o botão de offdela, senão a bichinha não para. Tem uma coordenação motora muito boa, o que a faz sentir-se bastante confiante para correr em disparada e nos deixar com a língua pra fora. Ufa! Fala pelos cotovelos, dá gargalhada e no fim, se eu fizer qualquer coisa, ela me chama de doida. “Papai: Mamãe é doida-doida”. Eu, né, Maria?! A Lulu tinha razão em temer, mas a Maria, em sua companhia tão zelosa, não correu. Lulu, que é tão meiguinha com a irmã, a conduziu bonitinha até o altar, que tinha como pano de fundo aquele mar infinito e turquesa. Meu Deus! Quanta alegria vivemos ali. Um momento mágico, que me fez agradecer pela saúde das minhas filhas e do meu amado marido, pela saúde da Inês, que acaba de voltar pra nossa casa e nos acompanhou nesta viagem a Búzios, pelo amigos que temos e que nos enchem de carinho, por morar no Rio de Janeiro, que é uma cidade abençoada e está tendo uma grande chance de ficar ainda melhor, e, finalmente, pelo nascimento, debaixo dos nossos olhos, de uma família tão de verdade. Que Deus ilumine este casal e todos os outros!

Papai e a daminha

Além deste lindo evento, tivemos o prazer de passar mais uns dias em Búzios, e dessa vez, com dias lindos e ensolarados. As meninas curtiram muito, tanto o hotel quanto as praias de Geribá, Ferradurinha e Manguinhos. Encontramos os nossos amigos Claudio e Carla (pais do Pepe e da Maria Clara) e passeamos juntos pela rua das pedras e ainda fizemos um churrascão no domingo antes de encararmos a estrada, que por sua vez estava tranquila. Foi tudo muito maravilhoso. Estamos tirando a “barriga da miséria”…viajar é tudo de bom!

Já na segunda, levei as meninas para uma consulta de rotina com o Dr. Aloísio e ele adorou vê-las tão bem! Levei apenas uma” pequena bronca” por ter deixado elas tostarem no sol! A vontade era tanta de pegar um solzinho e curtir, que o protetor solar não foi suficiente! Fazer o que, né? Pra gente relaxar algumas coisas precisam sair do protocolo e assim foi.

Vou ficando por aqui, muito agradecida pela colher de chá que a vida vem nos dando e espero que continue por muitos e muitos anos. Obrigada a Santa Luzia e Nossa Senhora pela consistente recuperação da Maria. Aos amigos, pedimos que mantenham as preces pela total cura da Maria! Muito obrigada. Vivi

Bisa Carmem

Hoje é dia das crianças e de Nossa Senhora Aparecida. Dia de brincar muito e de agradecer. Para nós que somos pais, faltam palavras para explicar tanto amor. A pureza e a energia das crianças é algo fora do comum que nos move a cada dia. É o que nos dá força para viver, para trabalhar, para ser feliz.

Maria está bem. Já começou a retomar as vacinas que foram interrompidas com a quimio. Está crescendo muito sapeca, já repete o que falamos, está super esperta. Realmente dá aquela vontade de apertar!! A próxima consulta em São Paulo foi adiada para o final de outubro.
No último sábado estivemos em Teresópolis para comemorar os 93 anos da bisa Carmem (mãe do vovô Maurinho). Que forma, hein Dona Carmem!! Nem parece ter os 93 anos que completou. Maria se esbaldou, andou de cavalo, brincou com os cabritinhos, galinhas e passarinhos, correu na grama. Lulu não ficou atrás, brincou com os primos e amigas. Foi um belo dia.

Ines e meninas

Hoje está sendo um dia especial também, pois estamos recebendo a visita da nossa querida Ines (babá da Luiza), que estava afastada desde o início do ano e em novembro volta a trabalhar conosco. Sentimos muito sua falta e agora totalmente recuperada vai voltar ao nosso convívio.
E como hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, vamos rezar e agradecer pela saúde de todas as crianças, especialmente nossa Maricota, pela recuperação e saúde de nossa Ines e pela saúde e energia demonstrada pela bisa Carmem!
Obrigado! Amém!

André

Pois é, estava um pouco afastado do blog (último post que escrevi tinha sido em maio). Sabe como são as coisas, o trabalho consome e quanto! Nada como uma mudança de sistema e ainda mais quando esse sistema é o SAP. Depois de três meses, agora estabilizado, a vida volta ao normal (e olha que o normal já não é tão normal assim!).

Maria fez 1 ano e 3 meses no último dia 01/09 e já estava na hora de fazermos uma viagem com a família que não fosse para fazer o tratamento e os exames mensais em São Paulo que passaram a ser uma rotina. Resolvemos fazer uma viagem para Búzios, um perto/longe, mas que nessa época do ano sem o trânsito dá para viajar tranquilamente, ainda mais se fugir dos horários de pico.

No último final de semana estivemos em Búzios. Ficamos num Hotel Boutique na Praia de Geribá. Já não ia a Búzios há muito tempo (4 a 5 anos). A cidade continua mágica e com um astral maravilhoso, mas é verdade que cresceu bastante e isso tem um custo. Estava frio e acabou que não demos um mergulho no mar. Mas isso já não importava muito, estávamos muito felizes em curtir nossas filhas.

Logo quando chegamos, fomos fazer um tour pelas praias de carro para mostrar para a Luiza. As ruas de paralelepípedo fizeram a Maria dar uma dormidinha com o balancinho do carro. Antes de voltar para o hotel, passamos pela praia da Tartaruga (de muita estória na nossa adolescência!!) e foi onde a Maria teve a oportunidade pela primeira vez de colocar o pezinho na areia e na água do mar. Fiz esse vídeo para registrar esse momento tão especial para nós (que postei também na página inicial do blog – Vídeos Caseiros).

http://www.youtube.com/watch?v=hFmt5THOnN0

Buzios – Set/11

Vocês devem ter comentado: “Como a Maria está fofa!”. E não é porque sou um pai coruja, mas tá mesmo!! Com 1 ano e 3 meses, já se comunica, nos chama constantemente, brinca, se diverte, enfim, vive!! Ela está demais!

E isso foi o que me inspirou a escrever hoje e a dar o título desse post.

O final de semana foi maravilhoso! Ainda tivemos a companhia da querida e amiga família Capistrano. Ficou ainda mais alegre e divertido. Maria chamando o tio Rodrigo para dar a mão e andar: “Igo, Igo, a mão!” Ainda fomos passear na Rua das Pedras e comemos uma pizza no Capricciosa, um badejo na brasa em João Fernandes, crepe no Chez Michou.

Voltamos na segunda-feira pela manhã, fui direto para o trabalho. No próximo domingo estamos indo para São Paulo. Exame da Maria na segunda pela manhã. Estamos na fase ainda onde dá um friozinho na barriga enquanto ela é examinada. Mas se Deus quiser vamos passar por mais essa!

André

Na realidade o título deveria ser: mais alguns exames se foram…Nas últimas semanas fizemos uma ressonância de controle e os exames no GRAACC (ah! e hj eu fiz mamografia também). Apesar de toda apreensão que tais procedimentos proporcionam, os resultados são animadores. Está tudo bem com a Dona Maricota. O bichinho cara de melão está de castigo para sempre, se tornou persona non grata por aqui. Que assim seja. Que ele não resista a todo o amor que exite em nossa família e ao nosso redor. É claro que essa rotina de exames não terminará nem tão cedo, mas podemos dizer que começamos com um pezão direito! Vamos em frente com muita FÉ.

os fazendeiros

Essa viagem a SP foi especial. A Maricota teve uma compania ilustre: A Lulu. Já faz um tempo que a Luiza pede para nos acompanhar nos exames da Maria, mas além das aulas, seria muito complicado ela nos acompanhar apenas para visitar um hospital. Como dessa vez ela estava de férias, optamos por passar o final de semana em SP e aproveitar com ela também. Levamos de quebra a super-vovó Sandinha e nos hospedamos, mais uma vez, no melhor hotel de SP: a casa da dinda Marindia (obrigada Dinda pela sua enorme generosidade). Foi bem divertido…A Luiza disse até que gostaria de se mudar para SP! Ela foi ao Ibirapuera, comeu pastel e frutas exóticas no mercado municipal, comeu em uma típica cantina italiana e ainda fez uma nova amizade: A Juju, filha da Cons e do Guto, nosso amigos de muitos anos, os quais haviamos perdido o contato, mas que, graças a Deus, nos encontramos novamente. Fomos recebidos por eles em sua casa, no morumbi, e foi uma noite especial. Amigo que é amigo, pode ficar anos sem se ver que quando se encontra é como se tivesse se visto ontem! Que benção ter amigos! Obrigada pessoal. Foi muuuuuito bom estar com vocês, viu?

Somos muito gratos por tudo que estamos conseguindo até agora. É sempre uma aula impagável passar algumas horas no GRAACC…Sempre saio de lá com uma dimensão diferente da vida…Passei a respeitar imensamente o sofrimento das pessoas. Passei também a entender mais e tolerar mais. Mas ainda estou anos luz de me tornar uma pessoa iluminada – longe mesmo! Ainda tem muito chão pra mim. O importante é que quero muito seguir em frente nesta jornanda, muitas vezes solitária e dolorosa, mas enriquecedora e inspiradora.

Maria desconfiada…

As fotos ao longo do post são da fazendinha de vargem grande. Na sexta, vespera de irmos para SP, fomos até a fazendinha com as crianças. Além das meninas, levei o meu segurança: meu sobrinho e afilhado Paulo Victor. Que aproveitou de montão! O único inconveniente era a Maria querendo agarrar ele o tempo todo…Dava mais medo que os bichos! rsrsrs O Andre tirou um dia de folga e dedicamos aos pimpolhos. foi muito legal!

Vou ficando por aqui, deixando a vida levar um pouquinho, aceitando os caminhos que se abrem, e renovando a nossa enorme FÉ e gratidão. Obrigada minha Nossa Senhora e Santa Luzia pela saúde das pequenas.

Imperdível: McDiaFeliz! Será no dia 27 de agosto. Confio muito no nosso poder de multiplicação. Vamos lá! Comprem o ticket e distribuam! Falem com seus filhos para falarem com os amigos, coloquem no facebook, twitter e etc! Vamos fazem aquela corrente bacana.

Um beijão. Vivi

 

 

O post de hoje é de puro reconhecimento e agradecimento, afinal é dia do amigo. Na verdade dia do amigo é todo dia, toda hora, é atemporal, mas já que existe um dia exclusivo para celebrarmos a benção de ter amigos, vamos nessa! Eu me considero uma felizarda, sortuda, que nasceu virada para a lua e tudo mais. Tenho uma penca de amigos. O André também. A Luiza também. A Maria nem se fala. Temos amigos neste plano espiritual e em diversos outros. Temos amigos que moram perto e moram longe. Temos amigos certinhos e maluquetes, flamenguistas e tricolores (ok, no caso do Andre mais tricolores, ele faz uma seleção natural), com grana e duros, cdfs e bon vivants, simpáticos e sérios, que bebem vinho ou só água, que são tranquilos ou stressados, … não importa. O que importa é que são todos gente de bem e principalmente dedicados a gente, sem esperar nada em troca. Nos apóiam na dificuldade, mas tem a generosidade de nos apoiarem nos nossos momentos mais bem-sucedidos. Vibram com as nossas conquistas, sabem que merecemos ter o que temos, compreendem as nossas dificuldades sem cobrar que sejamos algo que não somos e não queremos ser. Apóiam as nossas escolhas e finalmente gostam da gente pelo simples fato de existirmos e respirarmos. Nada, nadica de nada mais.

Nessa jornada que entramos, e que nos afeiçoamos cada vez mais, um dos maiores aprendizados positivos foi, sem dúvida alguma, o valor da amizade. Esse é um dos pilares da formação do nosso caráter e da educação das nossas filhas. Foi um alicerce importantíssimo para nossa sustentação emocional diante de tantos desafios assustadores. Muito obrigada queridos amigos. Desejamos que vocês tenham sempre muita saúde e amor por perto. Desejamos também que saibam dedicar tempo a amizade. Reguem essa plantinha tão frágil e tão doce. Não deixem que o dia a dia distancie vocês dos amigos de infância, não esperem o dia de amanhã para desejar uma boa noite para um amigão que está meio tristonho hoje, não alimente uma divergência boba sobre um assunto inexpressivo, não julgue, não cobre, não menospreze. Faça delicados gestos de amizade hoje. Isso é o que fica, o que vale, o que revigora e reverbera. O resto é o resto.

Léo e Vivi ou seria Vivi e Léo?

Para ilustrar a legião de amigos, escolhi um amigo e primo, mais que isso, um irmão que tenho, que inclusive é o padrinho da Maria: o Léo. Meu amigo de toda hora. Escolhi uma foto nossa tirada em 1982, na casa dos nossos avós Tinho e Yvete. Tinhamos a sabedoria de nos divertir em qualquer circunstância, éramos unha e carne. Levamos muita bronca e, quase sempre, ficávamos de castigo juntos. Diziam que éramos muito levados, mas é intriga da opisição. Éramos FELIZES, como somos até hoje. Primão: receba o meu carinho e gratidão pelo dia de hoje.  Como você é muito meu amigo, certamente vai me perdoar pela foto r-í-d-í-c-u-l-a que publiquei. Eu pareço o Léo e você a Viviane. Além do mais estou fazendo propaganda de cigarro (socorro!!!) e aparentemente usando uma pochete. Você mais parecendo um fugitivo da Febem, sem rumo. Me perdoa, tá? Ah, lembra que vovô dizia que tinha um jacaré no córrego de meio metro que passava atrás da casa? Lembra da guerra de ovo que fizemos e descobrimos que pelo menos uns três estavam cozidos para a salada do jantar? Lembra quando derrubamos a estante da vovó disputando o potinho de moedas que ficava no último andar? Lembra quando taquei em você a travessa de abacaxi e você tentou me dar um golpe de karate que tinha aprendido dias antes (ok, aqui a gente passou dos limites e a vovó nos colocou para fora de casa! kkkkkkk). Querido: muito obrigada pelo picolé que você sempre pagava para mim no lanche da tarde já que eu torrava o meu din-din no lanche da manhã, valeu por pagar inúmeras vezes a minha passagem de ônibus (finanças nunca foi o meu forte), obrigada pelo apoio que me deu no decorrer do diagnóstico e tratamento da Maria. Obrigada por tudo, mesmo. Que Deus nos mantenha sempre perto um do outro. Ah! Obrigada também pela Bruninha, amooooo a sua esposa!!!

Ufa! Então é isso amigos. Sintam-se beijados.

Vivi

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