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No dia 09/03/11, lancei um post sobre o carnaval (http://wp.me/p1fiy8-7P) que chamei de Bloco da Varanda. Naquele momento, Maria estava em pleno tratamento de quimioterapia e fizemos o nosso carnaval na Varanda de casa. Tínhamos que ter todo o cuidado. Uma gripezinha já impediria de seguir com o tratamento. Ficamos em casa no Carnaval, focados no tratamento da Maria.

Quase um ano se passou e agora a história foi diferente. Na sexta-feira de carnaval um susto, muita tosse e febre de madrugada. Virose pintando. Para garantir, visitamos o Dr. Aloisio para poder encarar o carnaval com tranquilidade.

Na varanda para foto

Dormiu no Simpatia Quase Amor

Alguns remédios para tomar, bastante líquido e repouso relativo. E dentro desse repouso relativo, curtimos bastante o Carnaval com a Maria. Teve piscina num dia com a Tia Ana Paula e Tio Rafa, no outro dia com Tio Helio e Tia Tania. Rapidinho para aliviar o calor sem exagerar.  Deu a sua passadinha nos blocos Suvaco do Cristo, Azeitona sem caroço, Simpatia Quase Amor (foto ao lado dormindo no cangote no meio do bloco), Último Gole e finalizou no Baile do Piraquê! E foram passadinhas mesmo.

Os dias estiveram maravilhosos no Rio. Muito sol, muita festa e muita alegria!!

Nossa foliã brincou e se divertiu bastante! Está muito feliz. Dessa vez a varanda ficou apenas para tirar as fotos com a fantasia da Branca de Neve.

Na próxima segunda-feira (27/02), Maria fará uma ressonância da face de praxe e nesse mesmo dia começa na escolinha. Será um dia muito especial para nós todos.

André

É um fato: a vida está cada vez mais complexa, das coisas mais simples, como fazer compras em um supermercado, até as mais densas, como educar uma criança. São tantas opções, tanto acesso, tantos detalhes e opiniões. Não existe mais silencio ou ausência. Existe uma atividade onipresente que nos empurra para frente, nos cutuca.  Você pode até tentar ficar parado desde que seja na velocidade do planeta, e o planeta rodopia, meus amigos! A gente contribuiu para esse contexto. Somos cada vez mais inquietos, insatisfeitos, obcecados. Criamos regras e etiquetas, pompa, hierarquia, classificações. Precisamos emoldurar tudo e todos para que a vida faça sentido dentro do que nos agrada. Grande ironia. O feitiço vem virando contra o feiticeiro e estamos pagando já no curto-prazo o preço por esse frenesi.

Essa vida, a vida complexa, é ficção cientifica. Me explico melhor: acho mesmo que agregamos complexidade pois não temos um real problema. Temos tempo de sobra para elucubrar, digerir e repassar um montão de assuntos, rotinas, regras etc, afinal de contas o tempo tem que ser preenchido, para nos sentirmos ocupados e, consequentemente, importantes.

Quando um sufoco se apresenta, quando a vida real te convoca, a primeira coisa que fica evidente é a sua simplicidade. Problema grande é problema simples. Eu não disse fácil, eu disse simples. Problema complexo é uma invenção humana. Diante de um chamado, como o da Maria, você tem que agir, geralmente não tem mais do que alguns pouquíssimos médicos especializados, o protocolo de tratamento é universal e raros são os centros de excelência. Você faz menos escolhas do que quando está diante da gôndola de sabão em pó no supermercado! Escolher, minha gente, é um grande luxo da vida, uma grande permissão para brincar, se divertir, preencher o tempo. Quando o problema é real, você tem pouco desse luxo. Você geralmente tem pouco tempo, poucas alternativas e muito risco, o que torna mais necessária a eficácia do que a eficiência. A singularidade das escolhas reverbera e faz com que tudo ao redor se torne mais simples também, ou pelo menos, você fica mais sensível a isso. Daí o meu aprendizado. Vou dar um exemplo.

De tudo que vivi nessa jornada, um dia, em especial, me marcou muito pela sua simplicidade e grande importância. Era domingo, dia 12/12/2010, véspera do dia de Santa Luzia. Fazia um dia lindo, um calorão, e fomos, com nossa família, à Igreja de Santa Luzia, no centro. Foi antes da sua reforma e a fachada estava bem chumbada. A Igreja, embora seja tombada e histórica, demonstrava uma fragilidade evidente. Eu ainda estava zonza, tentando digerir o diagnóstico da Maria, então tenho recordações meio esfumadas, turvas, tipo aquelas cenas de filmes onde não se sabe bem se é sonho ou realidade.

Lembro-me de entrar na igreja e constatar que por dentro era tudo ainda mais singelo. Quase não tinham bancos, os poucos que tinham estavam no altar, e estavam vazios. Era véspera da festa e, portanto, não era um dia de muita visita. Próximo a porta, pacientemente e de pé, tinha um homem, nem jovem nem velho, usava óculos escuros, tinha algo em suas vistas, mas não aparentava ser cego. Sem dizer uma única palavra, nos entregou santinhos de Santa Luzia. Claramente estava ali em agradecimento a uma graça alcançada. Era de emocionar a sua humildade diante do altar. Era de encantar a sua simplicidade. A sutileza do seu gesto em contraponto a grandiosidade de sua FÉ.

Igreja de Santa Luzia hoje - Complexo...

Eu lembro de me dar conta de que estava usando bermuda e uma sandália rasteirinha e me questionar se estava a altura daquela cerimônia. Peguei a primeira roupa que veio na frente. A mais simples, a mais confortável. Olhava pra mim e ao mesmo tempo para as paredes, objetos, iluminação. Percebi que era de fácil acesso a sacristia e não me lembro ao certo se fui eu mesma ou a minha mãe quem pediu para falar com o padre. Queríamos uma benção para a Maria, precisávamos de uma palavra de esperança. Foi simples conseguir isso. Em um instantinho estávamos lá dentro. Móveis antigos, madeira escura, mas poucos objetos. Lá no fundo o padre, pequenino, barba por fazer, nada em linha com o estereotipo, mas simplesmente encantador. Logo nos acolheu. Em lágrimas contei o que estava acontecendo e pedi sua ajuda. Ele disse as coisas certas, na hora certa e nos agraciou com uma benção regada à água benta. Lavamos a alma e renovamos a nossa confiança de que tudo terminaria bem.

O padre se dirige para o altar, nos vamos atrás dele. Cada um de nós pega um lugar para assistir a missa. Diferentemente de todas as missas que já assisti, nessa o padre não tinha ajudantes, não tinha carolas a lhe bajular, não tinha coro, não tinha sequer alguém para recolher as oferendas. Ele fazia tudo sozinho. Ele conduzia a missa e ele mesmo cantava! E fazia com um gosto, com uma felicidade, com uma generosidade, embora fosse um tanto quanto desafinado :) . Chegava a ser cômico, mesmo nesse nosso contexto meio trágico, pois era tudo tão simples, tão improvisado, que nos sentíamos meio em casa. Essa simplicidade na forma de celebrar a missa e na indumentária dava lugar, dava devido espaço, ao que mais interessava: a renovação da FÉ, sem penduricalhos, sem purpurina, sem distrações. A mais pura e mais simples FÉ, simples, simples e simples assim. A FÉ é eficaz. Ela simplifica a jornada, torna mais leve, mais certeira.

A vida real é simples. Sem rodeios, sem prefacio. Enquanto o dia a dia for complexo e enrolado, é porque você optou por isso. É uma escolha sua, um valor seu, um luxo que você sustenta. Seja lá pelo motivo que for. Simplifique para não ser simplificado. Que seja você o agente de mudança e não o destino, o acaso. A dor te obriga a simplificar, mas você não precisa chegar nela para optar por esse caminho!

Que a SIMPLICIDADE de Jesus esteja entre nós! Gratos por tudo!

Um ótimo fim de carnaval para todos. Depois postamos notícias e fotos das nossas folionas!

Esse intervalo sem escrever foi exatamente uma ponte entre a fase mais dificil de nossas vidas e uma nova fase que se abre. E assim, como recheio de bolo, demos uma passadinha na Disney. É isso mesmo, muito simbólico: em 2011 na gelada Cleveland em um polo hospitalar e em 2012 na ensolarada Orlando em um complexo de sonho e diversão. Ufa! Foi bom demais. A Maria e a Lulu curtiram feito gente grande e eu e o Andre feito crianças. Nos acabamos!

Tive 1 semana para arrumar as coisas e organizar a logística das meninas antes de voltar ao trabalho. Recomecei lá na Coca na segunda-feira. Vou fazer exatamente aquilo que precisei largar as pressas tão logo obtive o diagnóstico da Maricota. Tinha acabado de mudar de área, estava muito empolgada quando de repente tudo mudou. Neste processo dolorido, a Coca-Cola foi, sem dúvida, um dos meus grandes alicerces. Recebi um grande apoio do meu chefe, das pessoas de RH, da minha equipe e, graças a isso, pude focar a minha atenção na Maria. Tiveram um baita cuidado comigo e além de tudo, foi possivel o meu retorno para a vaga que era minha até então. Tudo perfeito. A Coca passou por uma prova de fogo ao meu lado e se mostrou uma empresa integra e humana. O que vem por aí ainda não sei, mas percebo que há uma enorne boa vontade de todos nós!

Dando continuidade aos aprendizados que rascunhei ao longo dessa jornada, gostaria hj de falar e de me ouvir (pois não quero nunca me esquecer do que passei) sobre o segundo deles que fala sobre a libertação por trás de um diagnóstico tão barra pesada quanto o do Retinoblastoma.

#2 UMA LIBERTAÇÃO:

Era com espanto que muita gente reagia ao meu comentário sobre o sentimento de libertação que tive na ocasião do diagnóstico da Maria. Não era ignorância da minha parte não, pois convivi muito de perto com pessoas que passaram pelo tratamento de câncer e sabia muito bem o que me aguardava. Sabia de toda reclusão, sabia que teria que seguir um protocolo, sabia que iria conviver com situações difíceis, sabia que ia ser puxado. Mas mesmo sabendo de tudo isso, ainda assim, me sentia livre. Vou me explicar melhor. Desde pequena sou uma pessoa tensa. Fui educada para ser precavida e para me virar em situações de risco. Mesmo sendo uma menina hiper-ativa e feliz, carregava comigo uma responsabilidade de me livrar de toda e qualquer emboscada. Por conta disso, sempre soube onde ficava a saída de incêndio, onde estava a correnteza do mar e tinha redemoinho, sabia que não deveria pegar carona com estranhos, que não podia aceitar bebida, que não deveria dar mole no ponto de ônibus pois seria assaltada. Desenvolvi uma capacidade de fazer um rápido diagnóstico de risco em toda e qualquer empreitada. Digamos que o Andre é um sobrevivente :)

Com o nascimento do meu irmão, a coisa ficou ainda mais complicada. Me sentia responsável por ele e queria protegê-lo. Ele, para o meu desespero, veio com um alto índice de acidentes. Basta dizer que aos 4 anos não tinha os 3 dentes da frente, pois perdeu em tombos. Só de ouvir um choro de criança eu desandava a correr pelo condominio atrás do meu irmão, que possivelmente estava machucado. Abriu o queixo, quebrou a clavícula, caiu de moto, enfim. Haja coração! Quando se tornou adolescente lembro-me de dormir muito mal esperando a porta bater e ter certeza de que ele estava bem e em casa! Ao me tornar mãe, entrei em pânico. Em um primeiro momento me julgava incapaz de cuidar daquela bebezinha lindinha. Com um tempo aprendi toda a dinâmica de ser mãe, mas acabava por sobrecarregar a Luiza de cuidados e proteção. Não podia nem imaginar ela passar por 1/10 dos sustos que meu irmão me pregou!

A verdade é que de um jeito ou de outro sempre esperei pelo pior. Sempre tive medo de ter medo e, por tanto temer, me sentia prisioneira. Prisioneira do meu receio. E prisioneira da minha arrogância de achar que poderia controlar tudo que me cerca e de levar ao mínimo as chances de passar por um grave problema. De repente eis que a natureza age. Eis que por um acaso qualquer, por um capricho divino, por uma lei divina, sou surpreendida com o diagnóstico da Maria. O meu primeiro pensamento foi: opa, chegou a hora de encarar o que sempre temi. O meu segundo pensamento foi: quando se está diante de um problema, não tem jeito, você tem que encarar, então, porque sofrer por antecipação? Por de trás destes pensamentos veio uma incrível sensação de leveza e paz. Aqui fica uma das principais reflexões que fiz. Não significa que eu hoje seja destemida. Não, muito pelo contrário, mas sei quando estou passando do ponto, exagerando na dose. Hoje sei que dentro de mim mora uma força capaz de tudo, quando esse “tudo” se apresentar.

Uma semana abençoada para todos.

Vivi

De tempo em tempos é assim. Temos as consultas e exames de controle da Maricota. É um encontro prioritariamente com a nossa fragilidade. Uns dias antes, uma certa aura de preocupação invade a nossa rotina. Além de toda parafernália logística, afinal, vamos sempre a SP, temos um reencontro com momentos muito difíceis vividos nessa intrigante jornada. É um evento interno e intimo. Talvez não seja percebido por quem está de fora, ou talvez seja, sei lá. O fato é que a dinâmica muda o tom. O André não pode ir dessa vez e fui com a Sandra, minha sogra-parceirona. Correu tudo bem. Está tudo ótimo com a Maria, graças a Deus, mas sempre vemos coisas muito tristes e muito sérias. É um soco no estômago e fica difícil ver tanta gente sem-noção que há por aí. Não dá para virar uma catequizadora, pois o mais importante disso tudo, não pode ser dito, tem que ser vivido. As palavras não podem descrever tal sentimento. Não dá para virar um anjo, uma santa, pois somos de carne e osso e sabemos que somos também fracos e erramos muitas vezes. Não dá para desprezar, pois temos a missão de contagiar positivamente quem nos cerca. Não dá para esquecer, pois é parte da nossa alma. Não dá para ignorar. Não dá para exagerar. Não dá para minimizar. Não dá para rejeitar. Não dá para não dar. Busco um caminho para tentar dividir tal experiência. Acho que o blog faz um pouco isso, mas também é um lugar de onde recebemos a energia das pessoas, talvez recebamos mais do que damos. Não sei ao certo.

Rascunhei desde o primeiro momento do diagnóstico algo que chamei de Aprendizados, depois chamei de Lições e hoje defino como simples Reflexões de uma mãe que encarou com muita Fé e Amor essa missão que a Maricota generosamente nos presenteou. São anotações espontâneas que pude classificar pelas etapas que vivemos. Tem assuntos ligados ao diagnóstico, ao tratamento na fase inicial, ao tratamento em sua fase intermediária, final e agora o pós tratamento. Pensei em dividir com vocês estes rascunh0s e, quem sabe assim, inspirar um pouco todos e transformar sentimentos. Se for legal para uma pessoa apenas, já valeu para mim. Aos poucos vou compartilhando. Hoje vou começar pelo começo. Pela primeira reflexão que fiz.

#1 O DESPERTAR:

Existe um ditado popular que fala que quando uma pessoa não tem problema, e vive criando problema, a solução é colocar um bode na sala. Se não me engano, é uma metáfora, que lança mão do fato de alguém sempre reclamar que sua sala é pequena, que tem pouco espaço, que não cabe nada. Daí coloca o bode por 1 semana na sala e depois tira e, ao tirar, percebe que sua sala é muito espaçosa! Muda o parâmetro, muda o enquadramento. Na vida é exatamente assim. Para darmos valor ao que temos, muitas vezes precisamos encarar um bode na sala. Quando tudo vai muito bem, vemos problemas onde, definitivamente, não existem. No fundo inventamos problemas e achamos divertido.  Lembro perfeitamente do dia que caminhava com a minha mãe na direção do meu terapeuta. Ia falar pela primeira vez sobre diagnóstico com ele. Estava explodindo de dor de cabeça, pois fiquei 3 noites em claro. Lembro que era uma tarde muito linda e que as pessoas passavam por mim em câmera lenta e em mute. Como se o caminho fosse meu e só meu. Lembro de olhar para alguns rostos e pensar: “como esse senhor deve estar se sentindo hj? será que aquela moça teve o que comer? há quanto tempo essas pessoas estão esperando pelo ônibus? será que está muito pesada a caixa que aquele jovem descarrega no supermercado?” Eu percebi que naquele momento havia um despertar. Era um despertar para a vida. A vida que chamados de vida, tipo “a vida anda muito corrida, tenho que dar conta da vida, ou é a vida” não é exatamente a esfera que devería-se viver. Gastamos muita energia com coisas e pessoas de pouca importância, ao passo que poderíamos ajudar mais quem precisa, simplesmente por termos empatia pelo que passam. Necessitei passar por um solavanco para me dar conta disso. Para olhar mais ao meu redor e, por fim, valorizar tudo que tinha, tenho e, se Deus quiser, terei. Sempre tive, e ainda tenho, uma vida boa pra caramba. Meu Deus obrigada! Temos tudo que precisamos. As vezes, por mais que tentemos, acabamos reclamando do dia a dia, do transito etc, tudo bem, faz parte, somos humanos, mas é importante se educar para o inverso. Ser grato pelos nossos merecimentos é um sentimento de despertar. Ache espaço para agradecer tudo que tem hoje e evite dar de cara com um bodezinho hospedado na sua sala :)

Obrigada a todos pela corrente que nos protege. Continuem ao nosso redor, pois sempre é bom ter quem nos ama por perto. Que Deus ilumine a todos e que Nossa Senhora e Santa Luzia estejam aqui em nossa casa trazendo paz e esperanças.

Um beijo carinhoso, Vivi

SEJA UM DOADOR DE MEDULA: http://www.hemorio.rj.gov.br/Html/Doacao_medula_ossea.htm

Ai que saudade do blog! Acontece que a correria do fim de ano foi tamanha que o tempo nos atropelou. Foram tantos acontecimentos gostosos que optamos por curti-los e só agora falarmos sobre eles. É uma época mágica pois temos férias escolares, natal, reveillon e meu aniversário. Diversão non-stop! Digamos que é um triatlon, afinal é uma comemoração emendando na outra e haja disposição, estomago e logística!

Ho-Ho-Ho Maria!

O Natal foi aqui em casa. Bem diferente do ano passado que estávamos em um quarto de hotel da Cleveland Clinic. Lá a ceia foi deliciosamente simples, se comparada com esse ano que tinha comida para toda a brigada de incêndio do Rio de Janeiro! O Papai Noel deixou os presentes, mas não apareceu, “pois a nevasca o atrapalhou de parar o trenó na nossa janela”, ao passo que neste ano o bom velhinho veio em carne e osso ao nosso apartamento: distribuiu presentes e disse coisas muito lindas sobre o amor. Ano passado éramos nós 5: eu, André, a Lu (minha cunhada), a Lulu e a Maricota, já desta vez éramos muitos, pois estávamos com a família completa. Muitas coisas diferentes, mas o Natal foi igualzinho em um ponto fundamental: a nossa FÉ. Assim com em Cleveland a Lu puxou uma oração de arrepiar. Disse coisas muito lindas e estreitou ainda mais a união da nossa família. Foi muito emocionante e simbolizou o que há de mais atemporal sobre o Natal: uma renovação de FÉ inspirada pelo espírito mais evoluído que já passou por esse planeta: Jesus. Uma grande conclusão desta experiência é: o Natal mora dentro da gente. Não importa onde esteja, com quem esteja, celebre o Natal que há em você. Foi bom demais estar em casa, mas foi bom demais estar em Cleveland também!

"Feliz ano novo, adeus ano velho que tudo se realize no ano que vai nasce..."

Quando estávamos quase queimando as calorias extras da rabanada, eis que chega a noite no Reveillon. Esse foi prá lá de especial. Não só porque não estamos em um centro cirúrgico como no ano passado, mas principalmente pelo extremo oposto: estávamos em Itacoatiara (desculpem cariocas, mas a praia mais linda do Rio fica em Niterói!!!) passando a virada com as minhas irmãs, amigas queridíssimas da minha mais do que maravilhosa infância. Putz! Foi gostoso pra caramba. Elas são um exemplo de como levar a vida de forma simples, descontraída, divertida e jovem. E como são jovens! Zero stress, zero etiqueta, zero preconceito, zero chatice. Uma festa feita a 200 mãos, caprichadíssima e muito autentica. Adorei. Isso é muito bom! E cada vez mais raro. Amigas queridas: muito obrigada pela festança! Sei que ia ser maravilhoso, mas ví que vocês fizeram tudo ainda melhor por nossa causa. Vi isso nos olhinhos de cada uma e serei sempre grata por tanto amor, tá?!

Depois que as taças de prosceco iam ficando cada vez mais na memória, bingo, chega o dia do meu aniversário. Ok, garçom, pode servir mais prosceco, dessa vez rose, com direito a almoço entre minhas amigas-comadres muito amadas Bel, Lu, Lulu, Carlinha, Tete e Pri. Tarde divina começando pelas comidinhas da CT Boucherie e terminando nos atelies da rua Dias Ferreira. “Ah, se o dia é meu, vou me dar um presentinho”, e assim foi! A noite pizza na Mamma Jamma com a família Gonçalves-Calaça. Divertido e saboroso! Maridão comprou o rocambole de morango do Chez Anne, que eu adoro, e cantamos parabéns animadíssimos! Ganhei flores ao acordar, tive um café da manhã cheio de carinho e o meu telefone, modestamente, não parou!!! Esse é o melhor de todos os presentes! Obrigada amigos pela atenção comigo. Agradeço tanto a Deus por esse apoio que recebo…É tudo de bom!

Agora, é descansar um pouquinho. Essa noite foi de bombardeio aqui em casa: Lulu com febre, Maria gripadona e eu com garganta inflamada. Sinais de um certo excesso de festejos. Se esse é o preço que tem que se pagar para curtir a vida, tá justo! Nada que uma boa dose de vitamina C, boa alimentação e descanso não cure!

Desejamos para todos os nossos amigos e familiares um 2012 de diversão e descanso, afinal essa dobradinha é o segredo para ser feliz! Obrigada minha Nossa Senhora, Santa Luzia e Jesus pelo amor que se renova todos os dias no meu lar. Obrigada pela saúde da nossa família e dos amigos. Obrigada por tudo.

Viviane

Hoje é dia de Santa Luzia (13 de dezembro), protetora dos olhos. Dia de mais uma vez agradecer! Obrigado em especial por proteger os olhinhos de nossa Maricota! Amém!

Santa Luzia

Oração à Santa Luzia

Ó Santa Luzia preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé e conspurcar vossa alma;e Deus com um milagre extraordinário, vos devolveu outros dois olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude e vossa fé, e vos constituiu protetora contra as doenças dos olhos, eu recorro à vós para que protejais minhas vistas e cureis a doença de meus olhos.
Ó Santa Luzia, conservai a luz dos meus olhos para que eu possa ver as belezas da criação, o brilho do sol, o colorido das flores, o sorriso das crianças.
Conservai também os olhos de minha alma, a fé, pela qual eu posso conhecer o meu Deus, compreender os seus ensinamentos, reconhecer o seu amor para comigo e nunca errar o caminho que me conduzirá onde vós, Santa Luzia, vos encontrais, em companhia dos Anjos e Santos.

Santa Luzia, protegei meus olhos e conservai minha fé.
Amém

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“Esta vendo essa sombrinha aqui no ultrasom?” perguntou a oftalmo da Maria. “Estou” respondi eu. “Não era para estar aqui. Essa superfície deveria estar lisa”. Este pequeno diálogo escondia um penhasco que se apresentaria a seguir. Como tão poucas palavras podem significar tantas mudanças na vida de uma mãe, de um pai, de toda uma família. Assim, como num passe de mágica, no dia 6 de Dezembro de 2010, tomamos uma estrada cujo destino e jornada jamais haviam sido pensados.

Tentei falar o dia inteiro com o Andre, mas, infelizmente, por um daqueles desencontros, só consegui contato no final do dia. Liguei para minha mãe que me acompanhou no diagnóstico formal, dado por uma médica muito fera do IBOL. Só caiu a ficha quando a médica delicadamente me deu um papelzinho com o nome e telefone do médico especialista, com uma pequena, mas assustadora anotação: INCA. Lembro de ficar alguns segundos, que mais pareceram horas, olhando para a Baia de Guanabara bem ali na frente. Não queria fazer nenhum movimento. Queria parar o tempo, queria voltar no tempo. Queria sumir.

A médica me deu o seguinte conselho: “Mantenha o astral alto pois a Maria percebe tudo. Se sentir a sua tristeza, vai ficar triste. Se sentir a sua insegurança, vai ficar insegura. A casa tem que estar leve, alegre, mesmo que isto seja dificílimo.” Voltei para casa tentando digerir tudo isso e buscando a melhor forma de falar com o Andre. Difícil. Meus pais vieram para cá e, junto comigo, o aguardaram chegar. Apesar de pensar em mil formas de falar com o Andre, optei pela que melhor combina comigo: honesta, direta e verdadeira. Ele custou a acreditar. Ficou parado, abobado, tentando esmiuçar o que não se sabia nada, até então. Daqui a pouco procura o André de cá, procura de lá e fui achá-lo sentado no banheiro chorando. Sentei com ele, o abracei e disse que tinha certeza de que ficaria tudo bem. Disse que juntos passaríamos por isso tudo. Chorar no banheiro se tornou a nossa única alternativa de desabafo. Quantos e quantos banhos foram assim. Não queríamos que a Maria e, principalmente, a Lulu, que já compreendia muitas coisas, percebessem o tanto de tristeza e medo que sentíamos. Enxugamos as lagrimas e fomos lanchar. Minha mãe havia posto uma linda mesa com pães, frios etc e meu pai abriu uma garrafa de vinho. Jamais esquecerei deste momento. “Astral lá em cima, lembra?” Disse a minha mãe observando meu pai servir as taças. “Lembro” disse eu, bebendo o vinho mais amargo de todos que já provei, mas o de maior significado também. Aquela noite pautou quase todas as outras. O astral se manteve nas alturas em nosso lar, assim como ficará para o resto de nossas vidas!

Ibirapuera - SP - Dezembro/11

“A Maria está indo muito bem” disse o Dr. Luiz no exame de fundo de olho de ontem no GRAACC. “Vou até espaçar mais o exame. Ela está ótima!” Impossível descrever o sentimento que tive. Talvez fosse um misto de ganhar as olimpíadas da escola + dar de cara com o papai noel + beber uma Coca-Cola estupidamente gelada + dormir tarde, pois se está de férias + mergulhar no mar de Fernando de Noronha + fazer uma massagem de 2 horas + andar de bicicleta na lagoa + ajudar uma velhinha a atravessar a rua + aprender finalmente uma formula cabeluda de matemática + ir ao cinema + pular de asa delta (ok, neste caso, não faço a menor idéia de como seja!) +++++++ muitas outras coisas bacanas da vida. Se juntar tudo isso talvez não chegue nem perto do que senti. Fisicamente é como uma gargalhada dada pelo estômago. É uma borbulha que faz cosquinha na alma! Uma coisa de louco. Esse exame era muito importante pra gente. Muito simbólico também. Cada vez mais o pior fica pra trás e acumulamos os benefícios desta honrosa, engrandecedora experiência que passamos. Somos diferentes, é indiscutível. Aquela Viviane, se foi. É lógico que a sua essência é a mesma, mas agora com um novo formato. Ainda tenho os mesmo defeitos de

Família no Ibirapuera

sempre, mas estou atenta e já não mais dedico meu precioso tempo a perder com eles! A vida se faz necessária hoje, agora. Não dá pra se distrair com seus defeitos. Eles são o atalho errado da rodovia, cujo retorno, só daqui a muitos quilómetros.

Dessa vez fomos de carro para Sampa e levamos a Lulu e a Inês com a gente. Paramos no Santurario de Nossa Senhora de

Aparecida - SP

Aparecida e, junto com a Vó Sandra, com a Tia Lu e a Dinda Tata, rezamos emocionados em agradecimento por tantas graças ao longo deste ano. Foi muito especial.

Depois desta tarde iluminada, parte da família Calaça retornou para o Rio e nós seguimos para a casa da Dinda. Tivemos um final de semana delicioso. Levamos as meninas ao Ibirapuera no domigo, almoçamos na tratoria Lelis e, no fim do dia, encontramos com um casal de pais, cujo filho passou pelo mesmo que a Maria. Estamos nos organizando para ajudar o Dr. Luiz nesta missão de tratar tantas crianças com o Retinoblastoma. Crianças que, na maioria das vezes, chegam lá com a doença em estágios avançado. As pessoas precisam de ajuda! Poderíamos usar a experiencia que ganhamos em prol de outras famílias que precisam e merecem suporte. De maneira ainda muito embrionaria já está se formando o nosso projeto que tem a ambição de contribuir de maneira significativa na luta contra o câncer infantil. Mesmo ainda não tendo nada muito concreto já estamos aceitando voluntários! :)

Vivi e Maria em Aparecida

O mundo gira. E graças a Deus ele girou pra gente. 365 dias se passaram e parte do nosso diário de bordo é concluída. Pode se dizer que o primeiro capítulo da história da Maria virou a página. Capítulo denso, intenso, mas também divertido, aventureiro, gregário. Fechamos esta etapa com chave de ouro. Agora nova narrativa se abre. Novo compasso, nova dança, nova música, novidades. A nossa batatinha está linda, genial, de tirar o fôlego. Ano que vem já vai para a escola, dará inicio a sua rotina, vida social e dinâmica. Ela, que sempre foi o bom-humor em forma de gente, feliz pra caramba, merece ainda mais curtir essa vida boa que Deus nos deu.

A vocês todos, que nunca nos deixaram sós, que nos emprestaram a sua fé, que torceram para que tudo terminasse bem, que estiveram generosamente lado a lado com cada passo que demos, o nosso MUITO OBRIGADO e a nossa CERTEZA, de que sem essa torcida, não teriamos ido tão longe. Vocês não imaginam a gratidão que temos e o enorme orgulho por termos o privilegio de possuirmos tantos amigos ao nosso redor. Obrigada gente! Hoje vale um brinde pela nossa conquista.

A Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora de Aparecida, Nossa Senhora da Paz e Santa Luzia pelo aconchego materno que tanto nos sustentou. A Jesus e seu bom Pai, Nosso Deus, pelo caminho certeiro que sempre esteve aos nossos pés.

Um beijo em todos, da mãe mais realizada do dia, do ano, desta encarnação!

Vivi

Em agradecimento a Nossa Senhora das Graças por ter nos amparado em um momento tão difícil. Por ter nos encorajado, por ter nos mostrado a dimensão desta missão, mas ter mantido nosso pés no chão. Por termos acolhido com amor tamanha dor. Pela nossa união e de nossas filhas. Pela família que escolhemos fazer parte. Pelo carinho que recebemos dos mais próximos e dos mais distantes. Pelas lágrimas, que ao rolarem, nos fizeram ter serenidade. Pelas noites que dormirmos e assim tivemos a chance de sonhar. Pela humildade que torna a vida mais simples. Pelos médicos que encontramos a nossa espera. Pela clareza de sabermos que ainda estamos longe da perfeição e que nunca a atingiremos. Pela boa-vontade das pessoas. Pelo nosso teto, pelo afeto, pela nossa paz.

Muito obrigada minha mãe querida. Jamais esquecerei dos seus passos atrás de mim pelos corredores da Cleveland Clinic. Quem tem fé sabe do que falo. Hoje apenas quero agradecer e reconhecer a sua ajuda. Dia 27/11 foi seu dia. Estivemos em seu santuário para abraçá-la. Quanta emoção sentimos lá. Continue ao nosso lado hoje e sempre.

Com devoção. Viviane, Andre, Luiza e Maria.

Sinto uma profunda tristeza quando um casal se separa. Não que seja a favor das pessoas viverem juntas quando estão infelizes, dentro de uma “solidão a dois de dia”, como dizia Cazuza, mas é que chegar ao ponto do fim, me dá um nó na garganta. O extremo oposto também é verdadeiro, fico hipnotizada, encantada com o início de um casamento e a formação de uma nova família. Depois de tudo que vivemos neste ano, ficou ainda mais evidente pra mim que a família é tudo, e que ter alguém ao seu lado para celebrar as alegrias e tristezas é um presente divino. Tive o privilégio de presenciar a celebração do casamento de amigos muito queridos neste final de semana. Foi um lindo casamento na praia da ferradura em Búzios. As meninas foram damas, o que fez deste evento ainda mais simbólico pra gente.

Foi a celebração mais linda que já vi. Não pelos adereços, não pelo luxo, muito menos pela tradição. Foi linda por que foi amável. Cada pequeno detalhe deste encontro transpirava e reverberava amor, união, verdade, escolha, personalidade e amor e amor mais uma vez e mais uma vez amor. Coisa mais linda, linda, linda. Fiquei extremamente emocionada, pois há tempos não sentia um ambiente tão verdadeiro e sincronizado. Todos que lá estavam desejavam tudo de melhor para aqueles dois jovens tão especiais e queridos. Uma energia gostosa pairava sob aquele por do sol que abençoou os pombinhos. A trilha sonora dá uma leve idéia do que foi o climão deste encontro: http://letras.terra.com.br/marcelo-jeneci/1545067/#selecoes/1545067/

Família ensolarada :)

A Maria e a Lulu fizeram o seu melhor para compor aquela linda cerimônia. Lulu passou dias e dias me dizendo que estava um pouquinho apreensiva, pois achava que a Maria ia sair correndo na hora de entrar. A Maria está uma espoletinha. É esperta pra caramba e tem uma vontade de viver, experimentar coisas, se divertir, inesgotável. A gente literalmente tem que apertar o botão de offdela, senão a bichinha não para. Tem uma coordenação motora muito boa, o que a faz sentir-se bastante confiante para correr em disparada e nos deixar com a língua pra fora. Ufa! Fala pelos cotovelos, dá gargalhada e no fim, se eu fizer qualquer coisa, ela me chama de doida. “Papai: Mamãe é doida-doida”. Eu, né, Maria?! A Lulu tinha razão em temer, mas a Maria, em sua companhia tão zelosa, não correu. Lulu, que é tão meiguinha com a irmã, a conduziu bonitinha até o altar, que tinha como pano de fundo aquele mar infinito e turquesa. Meu Deus! Quanta alegria vivemos ali. Um momento mágico, que me fez agradecer pela saúde das minhas filhas e do meu amado marido, pela saúde da Inês, que acaba de voltar pra nossa casa e nos acompanhou nesta viagem a Búzios, pelo amigos que temos e que nos enchem de carinho, por morar no Rio de Janeiro, que é uma cidade abençoada e está tendo uma grande chance de ficar ainda melhor, e, finalmente, pelo nascimento, debaixo dos nossos olhos, de uma família tão de verdade. Que Deus ilumine este casal e todos os outros!

Papai e a daminha

Além deste lindo evento, tivemos o prazer de passar mais uns dias em Búzios, e dessa vez, com dias lindos e ensolarados. As meninas curtiram muito, tanto o hotel quanto as praias de Geribá, Ferradurinha e Manguinhos. Encontramos os nossos amigos Claudio e Carla (pais do Pepe e da Maria Clara) e passeamos juntos pela rua das pedras e ainda fizemos um churrascão no domingo antes de encararmos a estrada, que por sua vez estava tranquila. Foi tudo muito maravilhoso. Estamos tirando a “barriga da miséria”…viajar é tudo de bom!

Já na segunda, levei as meninas para uma consulta de rotina com o Dr. Aloísio e ele adorou vê-las tão bem! Levei apenas uma” pequena bronca” por ter deixado elas tostarem no sol! A vontade era tanta de pegar um solzinho e curtir, que o protetor solar não foi suficiente! Fazer o que, né? Pra gente relaxar algumas coisas precisam sair do protocolo e assim foi.

Vou ficando por aqui, muito agradecida pela colher de chá que a vida vem nos dando e espero que continue por muitos e muitos anos. Obrigada a Santa Luzia e Nossa Senhora pela consistente recuperação da Maria. Aos amigos, pedimos que mantenham as preces pela total cura da Maria! Muito obrigada. Vivi

Bisa Carmem

Hoje é dia das crianças e de Nossa Senhora Aparecida. Dia de brincar muito e de agradecer. Para nós que somos pais, faltam palavras para explicar tanto amor. A pureza e a energia das crianças é algo fora do comum que nos move a cada dia. É o que nos dá força para viver, para trabalhar, para ser feliz.

Maria está bem. Já começou a retomar as vacinas que foram interrompidas com a quimio. Está crescendo muito sapeca, já repete o que falamos, está super esperta. Realmente dá aquela vontade de apertar!! A próxima consulta em São Paulo foi adiada para o final de outubro.
No último sábado estivemos em Teresópolis para comemorar os 93 anos da bisa Carmem (mãe do vovô Maurinho). Que forma, hein Dona Carmem!! Nem parece ter os 93 anos que completou. Maria se esbaldou, andou de cavalo, brincou com os cabritinhos, galinhas e passarinhos, correu na grama. Lulu não ficou atrás, brincou com os primos e amigas. Foi um belo dia.

Ines e meninas

Hoje está sendo um dia especial também, pois estamos recebendo a visita da nossa querida Ines (babá da Luiza), que estava afastada desde o início do ano e em novembro volta a trabalhar conosco. Sentimos muito sua falta e agora totalmente recuperada vai voltar ao nosso convívio.
E como hoje é dia de Nossa Senhora Aparecida, vamos rezar e agradecer pela saúde de todas as crianças, especialmente nossa Maricota, pela recuperação e saúde de nossa Ines e pela saúde e energia demonstrada pela bisa Carmem!
Obrigado! Amém!

André

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